
O que separa os comprometidos dos não-comprometidos é a profundidade e a qualidade de seu amor por Jesus. As pessoas superficiais constroem celeiros maiores na euforia do evangelho da prosperidade; os moderninhos seguem a última moda e tentam garantir cantarolando baixinho seu caminho até o céu; os derrotados são perseguidos por fantasmas do passado.
A minoria vitoriosa, porém, sem deixar se intimidar pelos padrões culturais da maioria que dita o passo, vive e celebra como se Jesus estivesse próximo — no tempo e no espaço — sendo testemunha de nossos motivos, de nosso discurso e de nosso comportamento. Como ele de fato está.
A fidelidade à Palavra nos levará à rota da mobilidade descendente (para citar a frase famosa de Henri Nouwen) em um mundo obcecado com a ascensão. Vamos nos encontrar no caminho não do poder, mas da renúncia ao poder; não do sucesso, mas do serviço; não no caminho largo do louvor e da popularidade, mas naquele estreito do ridículo e da rejeição.
Ser cristão é ser como Cristo. Devemos perder a vida de algum modo, a fim de encontrá-la. O cristianismo prega não apenas um Deus crucificado, mas também homens e mulheres crucificados. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14). Não há discipulado sem cruz. Não sou seguidor de Jesus se vivo com ele em Belém e Nazaré e não no Getsêmani e no Calvário.
Por: solomon.com

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